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Como a Política Comercial influencia as empresas e os mercados.

Antes de entender as correlações de causa e efeito das Políticas Comerciais com as empresas, negócios e mercados, vamos definir de forma simples o que significa Política Comercial e as principais ferramentas utilizadas pelo governo. Em seguida, mostraremos a relação das políticas com as empresas e os mercados.


O que é Política Econômica?


Para entender o que é Política Comercial e seus efeitos, partimos das Políticas Econômicas. Resumidamente, as Políticas Econômicas são medidas utilizadas pelo governo para intervir na economia, especialmente nas variáveis econômicas, guiado por princípios Expansionistas ou Restritivos. As principais são: Política Comercial, Política Cambial, Política Monetária e Política Fiscal.



O que é Política Comercial e quais as principais ferramentas utilizadas pelo governo?


A Política Comercial está relacionada com o comércio exterior, ou seja, as importações e exportações. O foco principal se dá nas exportações. As principais ferramentas utilizada são:


  • Câmbio: Desvalorizar ou valorizar a moeda nacional em relação ao dólar ou outras moedas estrangeiras. Parece simples, mas é uma das tarefas mais complexas para os países.

  • Infraestrutura: Facilitar o escoamento e reduzir os custos de transporte por exemplo. Aumentar a competitividade internacional reduzindo os custos de escoamento e produção.

  • Tributação de importação e exportação: Reduzir ou aumentar alíquotas alfandegárias visando reduzir ou aumentar o volume transacionado de importação ou exportação.

  • Acordos bilaterais e blocos econômicos: Criar regras de acessibilidade, alíquotas especiais e obter vantagens e prioridades entre países. Exemplo: Acordos bilaterais entre Brasil e China, e acordos de blocos econômicos entre Brasil e Mercosul.



Como as Políticas Comerciais podem impactar as empresas e os mercados?


Câmbio


Vamos começar pela variável Câmbio. O dólar mais alto estimula o aumento no volume das exportações, mas pressiona a inflação, pois há uma tendência em aumentar os custos de produção devido ao aumento dos preços das matérias primas importadas, principalmente se o volume de importações for superior à exportação, além da tendência da redução da oferta interna. Para o mercado de modo geral, tal cenário causa uma inflação de custos, puxada também pela redução da oferta interna, impactando na redução das margens e consequentemente na queda das vendas devido ao repasse de preço. Dependendo do setor, onde há um peso grande nos custos de importação, a valorização do dólar pode ser fatal para a sobrevivência do negócio. O governo, por meio da Política Cambial e do agente responsável, Bacen (Banco Central), atuam comprando ou vendendo dólares para desvalorizar ou valorizar o real frente ao dólar.


A gestão da taxa de Câmbio é um dos temas mais controversos entre os economistas, visto que há muitas variáveis que podem impactar na oscilação do dólar, como por exemplo instabilidade política, classificação de risco país, crise mundial, guerras, performance de outros países, taxa de juros americana, entre outras ações e eventos que podem aumentar a liquidez de dólar no Brasil, gerando uma tendência de valorização do real. Resumindo, se o dólar por alguma razão sai do país, fique atento nos seus negócios que dependem diretamente da variável câmbio, pois haverá uma tendência forte da valorização do dólar frente a moeda nacional.



Infraestrutura


Os investimentos em infraestrutura pelo governo podem ajudar a desenvolver uma determinada região estratégica, por exemplo, a construção de ferrovias para reduzir os custos como o transporte, que consequentemente impacta na redução do preço final de venda. Preços menores tendem a aumentar o consumo interno e externo, gerando o efeito cascata de aumento da competição (produtos diretos e indiretos) e da redução dos custos de insumos e materiais das empresas. A redução dos preços para aumentar a competitividade tende a gerar deflação, estimular o consumo e gerar superávit na balança comercial, consequentemente, melhorando o PIB.



Tributação de Importação e Exportação


As Políticas Comerciais que visam a redução das alíquotas alfandegárias tendem a aumentar o volume das importações, consequentemente reduzindo os custos de produção. Assim, conforme mencionado anteriormente, às reduções das alíquotas tendem a gerar deflação, com o aumento da competitividade.


Para os empreendedores e empresários, a redução das alíquotas podem ser uma ameaça se seus produtos competirem com produtos internacionais e/ou simplesmente competirem com produtos substitutos cujos custos de seus insumos e materiais são atrelados a importação, ou seja, seu mercado será pressionado pelo aumento de oferta de produtos internacionais e produtos substitutos nacionais. Por outro lado, pode ser uma oportunidade, se os custos principais dos seus produtos forem importados, ou até nacionais, com a substituição da fonte de fornecimento das matérias primas para recursos internacionais. Desta maneira, com a redução dos custos de produção, sua empresa poderá se beneficiar com o aumento das margens e o poder de competitividade.



Acordos Bilaterais e Blocos Econômicos


Os Acordos Bilaterais são acordos entre dois países, como Brasil e China. Estes tipos de acordos podem facilitar e flexibilizar barreiras como, o Protocolo Sanitário para exportação de alimentos. A flexibilização e priorização de compra e venda entre dois países podem aumentar a oferta e demanda, gerando oportunidades mútuas, tanto do lado ofertante com o aumento de produção e consequentemente maior volume de venda, bem como do lado demandante com custos de insumos mais baratos aumentando as margens e poder de competitividade. O mesmo vale para acordos de Blocos Econômicos, como Brasil e os países do Mercosul.


Para ambos os cenários e ações apresentados acima, também vale o oposto, tendendo a efeitos contrários aos exemplificados.


Fazer uma gestão eficiente das Políticas Econômicas não é uma tarefa fácil para os governos, visto que além das Políticas Comerciais, é imprescindível o equilíbrio com todas as outras, a Política Cambial, Política Monetária e Política Fiscal. Uma tarefa árdua que demanda muita expertise e visão de economia mundial.


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Autor: Luis Dornela

Data: 05/01/2023

 

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